Monday, October 27, 2014

Deus tenha piedade de nós!

   Alerta aos que leem: este texto transcreve diretamente o turbilhão de informações que fervem na minha cabeça, não arrumei, deixei como está...

   Passado o resultado das eleições, o momento é de voltar ao trabalho. Mesmo que não seja o país ou o rumo que se desejava, é voltar ao trabalho, porque, somente trabalhando que podemos gerar renda e riqueza ao nosso país. Estou na quase metade da população que não ficou inteiramente feliz com o resultado das urnas; paciência, volto à minha labuta diária, não posso parar.

   A hora não é de ficar mandando mensagens malucas de impeachment ou disso ou daquilo. O resultado foi dado, é encarar com maturidade e ajudar o país a se desenvolver da melhor forma, mesmo não contente com o modelo de administração federal. Não se pode ganhar em tudo e, como disse ontem, quando você está na minoria, se aprende a perder mais do que ganhar.

   No entanto, sou um sonhador e trabalho para que o meu sonho se torne realidade, continuo fiel às minhas convicções e não quero ver o Brasil vir a se tornar um estado bolivariano. Ouvindo o discurso de Dilma ontem, fiquei preocupado. Coisas como "limitação de poder do presidente", "liderar a força do povo", "plebiscito", "mudar a legislação" e "mais controle do estado" juntos num mesmo discurso, principalmente o de vitória de eleições, me dá calafrios!!!

   Retornando a minha linha de pensamento, o meu posicionamento político deu-se ao lado mais conservador pelo fato de não acreditar no atual modelo, por diversas razões. Eu sofri e sofro CONSTANTEMENTE com a máquina pública cada dia mais inchada (ou maior, sendo menos injusto) e igualmente ruim. Não vi melhoras e os erros impactam DIRETAMENTE no meu POUCO ordenado mensal! Perdi uma causa na justiça contra a oficina mecânica que ficou longos 15 meses com meu carro em sua posse SEM SABER CONSERTÁ-LO! A causa? Conforme quem me auxiliou, já é sabido no meio, a "doutora" juíza não lê os processos. O fato de eu ficar 15 meses esperando um carro sair da oficina, seja a justificativa que seja, me dá ao menos o direito de ser ressarcido do tempo pela incompetência na resolução do problema. Não sou jurista, mas acredito nisto e acredito que ninguém iria discordar de mim. Apenas quem a julgou, sem ler (como dizem). Outro fato que impactou DIRETAMENTE no meu ordenado: comprei, com muito suor, um apartamento. O funcionário do cartório, que depois de não ter lido meu processo e ter atrasado ele por mais 15 dias além do longuíssimo prazo, cometeu um pequeno "equívoco" de quase R$3.000,00 no cálculo da taxa de cartório (que já é absurda).

   Vejam, foram 2 casos "apenas", porém eu passo por "pequenos equívocos" que me fazem perder meu tempo, dinheiro e paciência em 3 a cada 4 tentativas de uso da máquina pública. Irão me dizer: "Osmar, isso se deve ao fato de haver pouco funcionário público". Bom, eu discordo, quando chego nestes lugares, rapidamente reestruturo ele na minha cabeça para um formato mais eficiente. Não é incomum vermos muita gente fazendo pouca coisa e de forma extremamente ineficaz no funcionalismo. O que falta é administração e expurgar quem não trabalha direito (este segundo é impossível, taí o problema).

   Os pensamentos que ganharam a eleição dentro de uma parcela da população (a mais esclarecida, vamos chamar assim) foram os seguintes: (a) quero mais concursos, quero fazer um concurso e não ter que me preocupar nunca mais com emprego; (b) quero mais programas de distribuição de renda, os mais carentes necessitam do dinheiro constante e ETERNO para não se afundarem na miséria; (c) quero que absolutamente TUDO seja DADO pelo governo federal: escola (todos os níveis), universidade, saúde, transporte, coletas, emprego (sim, como funcionário público), tudo! É o direito na constituição.

   O pensamento de uma outra parcela foi: estava na merda, recebi ao menos o pão de cada dia!

   O segundo pensamento é justo! Por mais que reclamem, é justo! É muito difícil pensar com fome! Não há pensamento com fome! É preciso SIM ajudar estes que mais precisam!! SIM! SIM e SIM! Mas não sem exigir o mínimo em troca...

   Para aqueles que querem vida boa como funcionários RUINS do governo, não irei falar. Para aqueles POUCOS que honram o salário vindo do suor e impostos dos demais brasileiros, meu fraternal abraço e reconhecimento!

   Vamos ao ponto de discordância, meu pensamento. Não acredito num estado paternalista! Mas acredito num estado que FACILITE AO EXTREMO medidas socais! Como? Dando incentivos para aquelas empresas que tenham e EXECUTEM soluções que melhorem a vida do povo. Incentivo à hospitais filantrópicos, construções de ferrovias/hidrovias/rodovias privadas, empresas de tecnologia (quando digo tecnologia, leia tecnologia como empresas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de ponta nas diversas áreas), escolas e universidades filantrópicas e assistencialistas (não necessariamente gratuitas), etc.

   Eu gosto de falar o seguinte: seria bem legal a ligação das regiões por trens, então, ao invés do governo custear e construir ferrovias, poderia doar os terrenos para construções de ferrovias. Não haveria dinheiro público, apenas cessão do "caminho" da ferrovia à uma empresa privada com o intuito dela criar um serviço público. Claro, a empresa iria operar o serviço (valores, tipo de viagem, etc). O que seria ruim? Para quem iria dizer que os serviços iriam ser caros e elitistas, digo: a concorrência iria regular os preços! Os valores de vôos iriam baixar, os preços de ônibus interestaduais iriam baixar (e a qualidade do ônibus melhorar), as empresas das estradas privadas iriam baixar preço de pedágio, etc. Neste formato, sempre é preciso garantir a livre concorrência! O estado iria garantir apenas que houvesse MESMO a concorrência! E para aqueles que acham que o estado iria "se vender" para os empresários, eu digo: então deixem o governo atual administrar (esses que vocês votaram não são corruptos, certo?). Na pior das hipóteses, iríamos ter algo que nunca tivemos, sem custos públicos, que mal tem? Fica como contribuição minha de ideia para o atual governo, não me importo, quero o desenvolvimento do Estado.

   O meu intuito neste post é mostrar que há um caminho fora do paternalismo governamental! Infelizmente somos um povo que acredita no herói que irá nos salvar de tudo, inclusive de termos que trabalhar!! Isto é extremamente perigoso! A história já cansou de nos mostrar que salvadores da pátria com poder sem limites são mais prejudiciais do que benígnos...

   Dentre as pessoas que converso, são pouquíssimas as que não querem um emprego público e a finalidade, no final das contas, não é servir aos demais, mas sim garantir o seu emprego eternamente. Eu NÃO TENHO MEDO DE PERDER O MEU EMPREGO! Sou bom, estudei e estudo constantemente para ser um ótimo profissional, assim que eu ACREDITO que deveria ser! Não usei o SUS, Universidade Federal, bolsa, PROUNI, etc. Não sou contra quem use, só não quero que o governo atrapalhe quem tem a opção de não usar. Precisamos de empresas e mercado PRIVADO, pois são estes que geram impostos que sustentam o público! Não temos a Apple e Microsoft dos EUA, não temos a Hyundai, LG ou Samsung da Coreia, não temos a BMW, Audi e Mercedes da Alemanha, não temos nenhuma empresa privada que dê orgulho à nação!! Já pensaram se tivéssemos muito mais empresas privadas espalhadas pelo país? Imaginem pegarmos o Nordeste com as suas mentes BRILHANTES e darmos todos estes incentivos!??! Iríamos ter nossas próprias empresas, nossa própria riqueza! Não dependeríamos de impostos gerados na iniciativa privada de outros locais!! Não precisamos do governo ajudando em quase nada.

   Esta é a razão de eu pensar e acreditar neste Brasil diferente do que o que estamos desenhando! É por isso que não estou contente, não acredito que este modelo que aí está irá se sustentar. E se ele cair, caímos TODOS, voltamos novamente a estaca zero e perderemos gerações até voltarmos ao caminho certo...

   REZO todos os dias para que eu esteja COMPLETAMENTE ENGANADO e peço, ao menos, uma coisa ao atual governo: não me atrapalhem! Do resto cuido eu!
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