Tuesday, October 07, 2014

Eleições no 2º Turno

   Eu retorno depois de um ano sem escrever para falar justamente de política, mas de uma forma diferente. Ficará claro, como todos os textos que li e é inevitável, meu posicionamento político, portanto, já sei que o mimimi irá começar, então...


QUE COMECE O MIMIMI

   Brincadeiras a parte, tentarei resumir meu posicionamento, infelizmente sou minoria dentro da minoria e só espero que alguma coisa faça acontecer o que espero que aconteça, pois não será pela minha linha de raciocínio que as coisas irão acontecer...

   Eu tenho 35 anos, quase 36, vivi alguns momentos, sou filho de funcionário público estadual pré-constituição de 1988, mãe que deixou de ser funcionária pública por conta de uma decisão tomada pelo governador da Bahia baseado na mesma constituição (decisão acertada, ao meu ver). Passei momentos legais e ruins ao longo da minha infância e adolescência, assisti meu pai fazer malabarismos com o (pouco) dinheiro que recebia. Ele, como trabalhava com dinheiro, me mostrou o que poderia ou não fazer acertando e errando. Eu só observava. 

   É interessante alguns comentários que eu vejo de pessoas dizendo que não querem voltar a época do FHC ou até de antes dele. Que os caras só erravam, que isso, que aquilo outro! Há ainda os que dizem que os governos do PT não fizeram nada, só ferraram o país, que não entendem de economia, etc. Eu só sei que não quero pagar pelo erro de pessoas com análises míopes ou egocêntricas! Quem me conhece sabe que eu coloco o bem do coletivo antes do individual (coisa raríssima no Brasil). 

   Bom, eu prefiro ver as coisas como elas parecem realmente ser, apesar da minha opinião política. E se seguíssemos a minha linha de raciocínio, ao menos a política seria menos parecido com futebol. Pra mim houveram momentos de acertos e de erros nos governos que se sucederam. Eu acredito REALMENTE que a alternância de poder é MELHOR para qualquer país. Temos uma balança, se colocamos apenas peso em um dos lados, ela tomba! Vejam, o governo de 1994 conseguiu o que tanto perseguíamos para a época: ajustar a economia. Eu lembro de várias coisas legais daquele período e o otimismo. Por razões técnicas econômicas mais profundas, que entendi em parte, mas não sou capaz de explicar (assim como 98% das pessoas que falam bem ou mal desta política econômica), alguns ajustes foram necessários e com eles escolhas mais "amargas". É natural, depois de uma euforia tão grande, sentir-se mal com o fel de uma decisão não muito boa, mas necessária. O que costumamos lembrar é só do amargor desta decisão... O grande momento e clamor nacional, passados 8 anos, era outro: auxílio dos que menos eram favorecidos. Mais uma vez colocamos as pessoas certas para executar tais ajustes! Foram criadas auxílios e campanhas contra a fome e pobreza no país. As coisas foram se ajustando e, inegável, os frutos foram colhidos! Retiramos muita gente da pobreza e ajudamos muitos brasileiros (não importando se eram do Leste ou do Oeste). O erro foi não mexer mais uma vez nesta balança! Esta é a minha opinião e como os números agora estão se mostrando! É inegável como os acontecimentos que listei aqui.

   Não importam os erros. Erros irão acontecer e devem ser consertados! Eu tenho minha opinião que o MODO da privatização no governo FHC foi tecnicamente incorreto, que o governo Lula errou em não exigir contra-partida das bolsas criadas, etc. Erros! As pessoas e equipes erram. Ponto. Precisamos, porém, um equilíbrio. Não estamos equilibrando as coisas. As brigas sempre acontecerão! Os conflitos de interesse também! Não há inocente em não achar que uma parte da sociedade prefere a não regulamentação do estado na economia, outra parcela que está ótimo continuar infinitamente recebendo (pouco) dinheiro de auxílio sem necessitar devolver, etc. Isso ocorrerá SEMPRE! Eu tenho a minha opinião do que é melhor pra mim e estou lutando para isso também! É natural!

   Precisamos, no entanto, pensar direito! Pensar como uma unidade, sem egocentrismo. Precisamos nos unir como nação e ver o que é melhor para cada instante! Mesmo sem entender de economia, agro-negócio, ciência e tecnologia, assistencialismo, conflitos de classe, ecologia, etc. Eu procuro observar tudo, ouvir os especialistas e decidir. Procuro entender quem não entende, quem não tem condições de entender e até de ajudá-los a entender. Procuro pensar como uma federação, não o que é apenas melhor para mim, pois ao meu redor, tem outras pessoas, outros interesses e somente com todos vendo as coisas juntos, ganhando junto, que dá para chegarmos a um objetivo comum: um Brasil grande e forte.

 
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