Tuesday, November 11, 2014

Motorola e os dilemas de ser grande

   Semana passada tivemos o lançamento no Brasil dos Motorola Moto 360 (smart watch) e o Moto Maxx (smart phone). A Motorola está se superando na qualidade dos produtos lançados:




   O que a Motorola parece que não aprendeu ainda é dimensionar o estoque para o mercado e demanda dos locais de venda. Lembro-me do lançamento do Moto 360 nos EUA, o estoque acabou rapidamente e foi preciso pouco mais de um mês para o equilíbrio dos estoques e vendas. Acreditei que a lição tinha sido aprendida e que no Brasil seria diferente...

   Ledo engano!! Tenho um Moto X 2a geração e tive que esperar tristes 30 dias para conseguir comprar o celular. E só o fiz por pura sorte, fui num shopping afastado e sem movimento por outra razão e achei um quiosque de venda da Motorola. Não tive opção de escolha do modelo (couro, bambu ou preto simples) e me parece que comprei um dos últimos. Em paralelo a isto, continuei acompanhando o site deles que ficou 45 dias com o produto fora de estoque. Até hoje é difícil achar as versões bambu do Moto X para compra e os de couro eu NUNCA achei. Um ABSURDO!!!

   Passado 2 meses, a Motorola consegue errar NOVAMENTE! Após o lançamento do Moto Maxx e Moto 360 no Brasil, não há o produto em local algum! Os quiosques de venda sequer tem os produtos em mostruário mesmo passados 10 dias após o seu lançamento. O site oficial de venda continua uma piada de mau gosto: recebi um e-mail dizendo que o Moto 360 estava reposto no estoque as 2 horas da madrugada e as 7 horas da manhã, quando fui olhar, já havia acabado.

   Neste aspecto, a Apple nada de braçadas a frente dos demais!! O iPhone 6 será lançado no dia 14.11, mas, pela primeira vez no Brasil, tivemos pré-vendas no dia 07.11 e aposto que teremos estoque suficiente do produto para suprimir a demanda colossal que é o lançamento do iPhone!

   A pergunta é: pra que lançamentos no melhor estilo internacional no Brasil, produtos dignos das melhores notas de usabilidade, qualidade e custo, para depois não conseguir suprimir a demanda, perder venda e irritar os consumidores?

   Nem quero imaginar o pós-venda...
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